o carcere do eu

Nosso eu vive encarcerado. Ele está cercado de paredes que fomos construindo com a intenção de nos proteger, mas elas nos distanciam dos outros e de nossos sonhos.

Quanto mais isolados vivemos, mais nosso eu se distancia de sua verdadeira essência. Somos seres sociais. Precisamos interagir com diferenças e desafios.

A subtração de nossa interação com o que nos rodeia nos diminui. Nosso eu será sempre o conjunto de experiências que vivemos, sejam elas boas ou ruins. Nossa atitude em relação a vida define se vamos ou não aprender com o que vivemos.

A solidão nos aprisiona em calabouços profundos e por vezes intransponíveis. Nosso eu tem mais significado quando acompanhado por você, tu ou nós. Eles e elas, se não forem acompanhados pelo eu, são discriminantes.

Palavras de Albert Einstein

O ser humano vivencia a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo – numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas.

Nossa principal tarefa é a de nos livrar dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza.

Ninguém conseguirá alcançar completamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior.”  

Albert Einstein

Aprendendo com os sábios

Einstein, assim como Salomão, descobriu que o isolamento não nos beneficia, pelo contrário, ele nos afasta do verdadeiro sentido da vida.

Busca satisfazer seu próprio desejo aquele que se isola; ele se insurge contra toda sabedoria.” Pv. 18:1

Em nossa geração que se apoia em redes sociais, que valoriza o externo e que esquece do que é importante, o eu confunde-se na multidão. Tenha coragem de assumir sua identidade.

Permita que seu verdadeiro eu escolha viver acompanhado. Somos avulsos quando não reconhecemos no outro aquilo que nos preenche. Viva sua individualidade na coletividade.

Se deixando moldar

Os relacionamentos nos moldam e nos aproximam de quem fomos criados para ser. Propositadamente sentimos falta do que os outros carregam. Esse princípio de atração inconsciente deve ser regado, não eliminado.

Por mais que tenhamos sido machucados nas tentativas de construir amizades, namoros, casamentos, parcerias profissionais ou quaisquer outras formas de relacionamento, não devemos jamais tentar sufocar estes anseios.

Não destrua pontes, antes busque meios de reconstruí-las. Não fuja do contato, buscando suprimir a dor. A cura de nossas dores está intimamente relacionada com nossa capacidade de superação.