a dor que é invisível aos olhos

A dor externa de um ferimento, por mais profunda que seja, não é comparada com a dor da alma. Uma dor de dente, de pedra nos rins e até mesmo a dor de um parto, são facilmente tratáveis e são passageiras.

A dor interna tem sua origem em situações que marcaram nossa existência. Ela mutila mais do que qualquer golpe que nosso corpo tenha sofrido. Muitas vezes ignoramos a origem da maioria de nossas dores.

Por mais que nossa família tenha proporcionado um ambiente saudável, onde recebemos afirmação e aceitação em medidas adequadas, estamos rodeados de circunstâncias que nos ferem.

Somos todos vulneráveis e frágeis para lidar com perdas e decepções de qualquer natureza. A essência de todo ser humano clama por amor. Fomos criados para receber e dar amor.

Sempre que esta troca não acontece em medidas satisfatórias, pequenas rachaduras começam a se instalar em nosso interior. Essas rupturas sutis e invisíveis tendem a aumentar, se não dedicarmos tempo para curá-las.

Muitas destas rachaduras, transformam-se em feridas. Algumas não cicatrizam adequadamente e com certa frequência voltam a sangrar e doer. Engana-se quem pensa que o tempo se encarrega de curar nossa dor.

Ignorar a dor não resolve

A cura de nossa dor depende primeiramente de nosso reconhecimento de que ela existe. Qualquer um que negue a existência dela, não será eficiente em livrar-se dela. Os de temperamento mais tímido e introspectivo, em geral são os que mais sofrem.

Mas, os extrovertidos e aparentemente ajustados, não estão imunes a ela. A sociedade de uma forma geral anda doente. As pessoas correm de um lado para o outro tentando suprimir a dor que carregam com atividades que não são analgésicos.

Os sintomas nem sempre levam a origem, porque nos acostumamos com a sensação de vazio. Desistimos de tentar consertar, porque de fato, não somos capazes de nos auto curar. Nenhum ser humano consegue livrar-se completamente do que o aprisiona e fere.

Esse é o principal motivo pelo qual necessitamos de um salvador. O Deus distante que nos observa, ou aquele descrito na maioria das igrejas ou nos livros não é atrativo e não parece se importar.

O homem de dores, conhece nossa dor

Precisamos de alguém com quem possamos ser transparentes e vulneráveis. Alguém que nos entenda sem palavras. Que decifre nossas lágrimas e a ausência delas. Alguém que seja humano, que saiba do que estamos falando.

Esse homem existe, ele chama-se Jesus. Ele literalmente se esvaziou de uma posição superior para ocupar esse lugar. Ele assumiu a forma humana para que eu e você tivéssemos esperança. Ele nos conhece melhor do que nós mesmos e se importa.

Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” Filipenses 2:7,8

Tenha coragem de reconhecer que precisa de sua ajuda. Convide-o a fazer parte de suas escolhas. Permita que Ele o conduza para lugares seguros onde sua dor será medicada. Ele não é só um salvador. Ele é também criador de nossa essência e conhece nossas entranhas como nenhum outro.

A cruz só ganha significado, quando nos encontramos com Ele neste lugar de sofrimento. Ele morreu para que tivéssemos vida. Ninguém pode ir na direção da cruz em nosso lugar. Essa é uma escolha pessoal e intransferível.

Foi para isso que Ele se esvaziou. O encontro com cada um de Seus filhos se dá diante da maior demonstração de amor que alguém pode nos dar. Ele nos oferece a oportunidade de trocar nossa vida pela dEle.